Mais educação em biodiversidade

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – Ao longo de seus 12 anos de existência, o programa BIOTA-FAPESP possibilitou a descoberta de mais de 500 espécies de plantas e animais e contribuiu para o aprimoramento de políticas públicas de conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade do Estado de São Paulo.

Traduzir e publicar esse conhecimento sobre os biomas paulistas em materiais didáticos, que possam ser utilizados em espaços de educação formal – como as escolas – e não formais – como os museus de ciências –, é um dos desafios que o programa pretende atingir nos próximos anos.

Para avaliar as ações educativas realizadas no âmbito do programa e fomentar novas atividades foi realizado, nos dias 7 e 8 de abril, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Workshop BIOTA-FAPESP sobre Biodiversidade, Educação e Divulgação.

O evento reuniu especialistas em educação e biologia para discutir possibilidades de relacionar conhecimentos sobre biodiversidade gerados pelo programa com práticas de educação e de divulgação científica.

Em avaliação realizada em 2009, intitulada BIOTA+10: Definindo Metas para 2020, a extensão do conhecimento científico gerado sobre biodiversidade para as escolas de ensino fundamental e médio e em espaços de educação não formal foi apontada como um dos maiores desafios a ser atingido pelo programa.

“Identificamos essa área como uma das lacunas que o programa não conseguiu preencher e estabelecemos como meta no plano de atividades do BIOTA-FAPESP traçado até 2020 conseguir promover, de fato, a interlocução do programa com a área da educação”, disse o coordenador do programa, Carlos Alfredo Joly.

O programa já originou materiais educativos, como exposições, projetos de educação ambiental e uma série de vídeos exibidos pela TV Cultura. Mas, na avaliação de Joly, as atividades educacionais precisam atingir um número muito maior de estudantes dos ensinos fundamental e médio.

Para estimular a realização de mais atividades do gênero, será lançada em breve, pela FAPESP, uma chamada de pesquisas sobre educação e biodiversidade. “Pretendemos utilizar ideias e sugestões lançadas no workshop para auxiliar na formatação da chamada”, disse.

Conceitos de biodiversidade

De acordo com a professora da Faculdade de Educação da Unicamp, Martha Marandino, um dos desafios para se promover a articulação entre as ações de educação e biodiversidade no âmbito do BIOTA-FAPESP será o de trabalhar o conceito de biodiversidade de acordo com as diretrizes do programa.

“O programa se baseia em uma diretriz de biodiversidade que, obviamente, não abrange todas as questões possíveis sobre o conceito, mas levanta temáticas muito importantes, que vale a pena serem pensadas e desenvolvidas tanto no âmbito da educação formal como da não formal”, analisou.

Na escola, segundo Marandino, a educação em biodiversidade atualmente está muito baseada no ensino do conceito a partir da ecologia sistêmica, com ênfase em cadeias ambientais, e se dá pouca atenção à ecologia humana.

Nesse sentido, de acordo com uma pesquisa realizada com professores de ciências do ensino básico pelo professor da Faculdade de Educação da Unicamp, Antonio Carlos Rodrigues Amorim, os sentidos, significados e conceitos sobre biodiversidade apresentados pelo BIOTA-FAPESP devem se confrontar com o conceito de biodiversidade consolidado e estabelecido pela biologia que é ensinada na escola.

“Para os professores, a incorporação no currículo de biologia do conceito de biodiversidade do BIOTA-FAPESP poderia causar uma desestruturação no modo de pensar a biologia que é próprio da escola”, disse Amorim.

Segundo ele, alguns dos temas que poderiam ser trabalhados em sala de aula a partir do programa, apontados pelos professores que participaram do levantamento, foram sustentabilidade e ecossistemas que utilizassem exemplos de organismos que compõem a biodiversidade do Estado de São Paulo.

“Essas foram indicações de temas que elas fizeram naturalmente porque são questões que, se incluídas no planejamento escolar, não romperiam com a tradição do ensino da biologia na escola”, disse Amorim.

BIOTA-FAPESP: www.biota.org.br

Biodiversidade norte-americana vigiada

26/11/2010

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – Os Estados Unidos devem iniciar em 2011 a montagem de uma das maiores redes de observatórios ecológicos do mundo. Trata-se da National Ecological Observatory Network (Neon), que tem como objetivo reunir dados de experimentos e de observações ecológicas e climáticas feitas em todo o país.

Será a primeira rede do tipo projetada especialmente para identificar e prever mudanças ecológicas em uma escala de décadas. Com custo estimado de US$ 433 milhões, financiados pela National Science Foundation (NSF), a rede terá participação de diversas outras agências e instituições e está em fase final de planejamento.

“O presidente Barack Obama solicitou a inclusão da Neon no orçamento do país para 2011 e a NSF já autorizou a concessão da verba para o projeto. Só estamos esperando ela ser aprovada no Congresso para iniciar a construção, que deve levar cinco anos”, disse Michael Keller, ex-cientista-chefe da rede, à Agência FAPESP.

Keller, que participou da fase de desenho do projeto e teve que se desligar dele há cerca de um mês para assumir um novo posto no Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, esteve no International Workshop on Long-Term Studies on Biodiversity, promovido pelo programa Biota-FAPESP no dia 23 de novembro.

“A ideia do projeto é reunir informações que costumam estar muito dispersas e ter extensão espacial limitada, disponibilizando-as o mais rapidamente possível e da melhor forma aos pesquisadores para que eles possam testar seus modelos”, disse o cientista que foi pesquisador visitante na Universidade de São Paulo e integrou o Programa da Grande Esfera-Atmosfera da Amazônia (LBA).

As informações integradas pelo sistema de monitoramento serão disponibilizadas em um site na internet no qual poderão ser acessadas gratuitamente por cientistas de qualquer país.

“Os dados de longo prazo e em escala continental, coletados e fornecidos pela Neon, possibilitarão compreender melhor e fazer previsões em grande escala dos impactos das mudanças climáticas, do uso do solo e da ação de espécies invasivas na biodiversidade”, apontou.

Keller explicou que, para realizar a coleta de dados que abastecerão a Neon, o território dos Estados Unidos foi dividido por meio de uma técnica multigeográfica em 20 partes, batizadas de “domínios ecoclimáticos”.

Nesses locais, que representam diferentes tipos de vegetação, geografia, clima e ecossistemas, serão coletadas informações referentes a mais de 500 variáveis definidas pelos cientistas da rede, entre as quais temperatura, pluviometria e diversidade de organismos.

“Em função das restrições orçamentárias do projeto, teremos que medir um grande número de variáveis em poucos lugares. A rede Neon não é um programa de monitoramento tradicional que tem diversas instâncias espaciais”, disse.

Dados abertos

A coleta de dados representará o maior trabalho a ser feito pela rede de observatórios ecológicos. Reunidos, eles formarão um conjunto de 130 mil amostras, entre organismos individuais, partes deles ou tecidos.

As informações serão coletadas por meio de 20 estações de observação fixas e 40 realocáveis, distribuídas pelos 20 domínios ecoclimáticos do país.

Compostas por torres com instrumentos de observação como sensores remotos, as estações fixas permitirão realizar observações sobre os impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas. Já as realocáveis, que mudarão de posição em períodos de cinco a dez anos, serão focadas na observação de alterações promovidas na biodiversidade pelo uso da terra e por espécies invasivas.

Para complementar as observações realizadas pelas 60 estações de observação terrestres também serão utilizadas três plataformas de observação aérea. Os dispositivos medirão propriedades bioquímicas e biofísicas e o tipo de cobertura de vegetação, entre outras características, por meio de instrumentos como espectrômetro de massa.

“Instalaremos três conjuntos desses instrumentos em aeronaves, que realizarão medições nas estações de observação da Neon e em seu redor, em um raio de até 200 ou 300 quilômetros”, disse Keller.

Os dados coletados pelas estações de observação serão analisados em campo ou em um dos dez laboratórios móveis que também integrarão a infraestrutura da Neon. E, de acordo com Keller, deverão ser disponibilizados rapidamente no site do projeto.

“Todos os dados serão abertos e fornecidos gratuitamente a cientistas de qualquer região do mundo. Queremos que as informações geradas pela Neon sejam utilizadas e analisadas pelo maior número de pesquisadores para que as previsões ecológicas possam ser as mais exatas possíveis”, afirmou.

Mais informações: www.neoninc.org

Biodiversidade desconhecida
AE

País com mais de 10 mil quilômetros de costa e uma das maiores e mais diversificadas combinações de ecossistemas costeiros e marítimos do mundo, o Brasil apresentará na próxima reunião de avaliação das metas da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) um relatório pobre, que é quase uma confissão: colocou sob proteção legal apenas 1,5% desses ecossistemas, bem menos do que a meta de 10% que havia fixado, e conhece muito pouco de suas espécies marinhas.

A décima Conferência das Partes (COP 10) signatárias da CDB - documento aprovado na Conferência Rio-92 - será realizada no fim deste mês na cidade japonesa de Nagoya, com a presença de representantes de mais de 190 países. Eles avaliarão quanto se avançou no cumprimento das metas de preservação da fauna e da flora assumidas nas reuniões anteriores e definirão objetivos para os próximos dez anos.

Uma das metas mais relevantes anunciadas pelo Brasil era colocar 30% da Amazônia sob alguma forma de proteção legal. Esta foi alcançada, até com alguma folga, pois mais de 40% da área florestal está protegida, segundo o relatório a ser apresentado em Nagoya pelo governo brasileiro. A área protegida inclui terras indígenas e unidades de conservação estaduais e federais, como mostrou o repórter Herton Escobar, na edição de 3 de outubro do Estado.

Mas uma área de grande importância ambiental e econômica, os 4,2 milhões de quilômetros quadrados de território brasileiro cobertos pelo mar, continuou esquecida. Da pequena fatia de ecossistemas que o País conseguiu colocar sob proteção, a maior parte está em ambientes terrestres ligados ao mar, como restingas, praias e manguezais.

Não há nenhuma área de conservação inteiramente coberta pelo mar. O Ministério do Meio Ambiente reconhece que o bioma marinho constituiu "a grande lacuna" do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). A biodiversidade marinha brasileira já conhecida é considerada relativamente pobre, quando comparada à de outros países.

Mesmo assim, estima-se que estão no Brasil cerca de 6% das espécies existentes no mundo de invertebrados "não insetos", a maioria dos quais vive no mar.

Pobreza muito maior do que a de espécies marinhas é a de pesquisas e de pesquisadores, diz o biólogo Antonio Marques, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. "Considero isso uma vergonha", confessa. Além de escasso, o conhecimento é muito concentrado geograficamente. As pesquisas se limitam ao litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. "Sobre o Nordeste, ainda sabemos muito pouco. E, sobre o Norte, quase nada."

É quase total a falta de conhecimento do País sobre sua diversidade marinha - e sem conhecer é impossível proteger.

É difícil, porém, dizer que o desconhecimento seja o pior dos aspectos da ação do governo brasileiro na preservação da biodiversidade marinha. Nos poucos casos de conhecimento relativamente extenso de espécies marinhas, que geralmente são as de maior valor comercial, pouco ou nada se faz para protegê-las. Entre 1995 e 2006, o governo executou o Programa de Avaliação do Potencial dos Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva, que era mais um balanço do estoque pesqueiro do que uma tentativa de conhecimento da biodiversidade marinha. O programa constatou que cerca de 80% das espécies pescadas comercialmente eram sobre-exploradas ou plenamente exploradas.

Desde a conclusão do estudo, nada foi feito ou anunciado pelo governo para assegurar a recuperação desses estoques. "A gestão pesqueira no Brasil está um caos", diz o pesquisador José Angel Alvarez Perez, da Universidade do Vale do Itajaí, de Santa Catarina. O caos é o resultado prático da ação de um governo que não tem uma política definida para a área.

De um lado, o Ministério do Meio Ambiente busca assegurar a manutenção dos estoques das espécies de maior valor comercial; de outro, o Ministério da Pesca estimula a pesca, sem levar em conta a ameaça à sobrevivência das espécies.

Esse conflito mostra que falta ao governo um rumo na questão da biodiversidade marinha.

Biodiversidade sem fronteiras

19/8/2010

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Instituições de pesquisa de diversos países latino-americanos possuem bases de dados sobre biodiversidade, fundamentais para o avanço do conhecimento e para a orientação de políticas públicas de conservação.

Mas esses sistemas de informação, em geral, ainda não dialogam entre si – o que seria importante, tendo em vista que a biodiversidade não se atém às fronteiras nacionais. A comunidade científica do continente, no entanto, acaba de dar um primeiro passo para que suas bases de dados possam operar de forma integrada no futuro.

Representantes de institutos de pesquisa e programas de biodiversidade se reuniram entre os dias 16 e 18 de agosto, em Buenos Aires (Argentina), para um workshop cujo objetivo era facilitar o diálogo entre as bases de dados de biodiversidade nacionais, regionais e internacionais.

O evento foi uma iniciativa conjunta do Programa Biota-FAPESP, do Escritório Regional para América Latina e Caribe do Conselho Internacional para a Ciência (ICSU-LAC) e do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Conicet, na sigla em espanhol), da Argentina.

Além do Biota-FAPESP, a reunião teve participação de representantes da Comissão Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade (Conabio), do México, do Instituto Humboldt , da Colômbia, do Sistema de Informação em Biodiversidade (SIB), da Argentina, do Instituto de Ecologia e Biodiversidade (IEB), do Chile, do Centro Nacional de Biodiversidade (CeNBio), de Cuba, além de iniciativas regionais já existentes, como a Rede Interamericana de Informação em Biodiversidade (Iabin, na sigla em inglês), responsável pela implantação de redes temáticas no continente.

De acordo com a Diretora do Escritório Regional do ICSU-LAC, Alice Abreu, as posições definidas no workshop serão consolidadas em uma conferência internacional que será organizada no Brasil, em dezembro, em iniciativa conjunta do Biota-FAPESP, da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

“O workshop em Buenos Aires foi de altíssimo nível. Apesar da origem e vinculação distintas das diversas iniciativas na América Latina e Caribe, todas as instituições envolvidas no desenvolvimento de sistemas de informação e bancos de dados em biodiversidade têm um altíssimo interesse em compartilhar experiências e promover um maior intercâmbio”, disse Alice à Agência FAPESP.

Segundo Alice, os participantes saíram da reunião com uma agenda de tarefas e consultas internas que será levada a cada uma das instituições. Os resultados desse trabalho serão discutidos em dois eventos na conferência de dezembro: o simpósio National and International Interoperability among Biodiversity Information Systems e a mesa-redonda Action plan to promote and increase interoperability among Biodiversity Information Systems, organizados conjuntamente pelo ICSU-LAC e pelo Biota-FAPESP.

“Com isso vamos poder definir um plano de trabalho e um conjunto de ações concretas para promover efetivamente uma maior integração entre as instituições e entre os sistemas de informação e bancos de dados em biodiversidade", afirmou Alice.

Retomada do diálogo

O coordenador do Biota-FAPESP, Carlos Alfredo Joly, também destacou a importância de estabelecer, em Buenos Aires, uma agenda de trabalho para definir iniciativas conjuntas que serão implementadas na conferência. “A reunião teve um saldo extremamente positivo”, disse Joly à Agência FAPESP.

De acordo com Joly, desde a década de 1980 países latino-americanos vêm desenvolvendo sistemas de informação em biodiversidade. “Consequentemente, temos diversas experiências e bons sistemas foram implantados nos últimos 25 anos.”

Entre os vários sistemas implantados, segundo o pesquisador, destaca-se o do México – o atual Conabio –, por ter sido o primeiro e por sua atual abrangência. “Apesar dessa longa experiência, há pouquíssimo intercâmbio entre as diversas iniciativas da América Latina e do Caribe”, disse Joly.

Um dos idealizadores do Biota-FAPESP, Joly disse que em 1997, quando o programa estava sendo planejado, as lideranças do Conabio, do México, e do Instituto Nacional de Biodiversidade (InBio), da Costa Rica, foram convidadas para apresentar, em um workshop em Serra Negra (SP), os erros e acertos de seus programas, a fim de auxiliar a estruturação do Sistema de Informação Ambiental (SinBiota) e do Atlas do Biota-FAPESP.

De acordo com Joly, o diálogo foi importante para que o Biota-FAPESP pudesse reproduzir as experiências de sucesso e evitar repetir os erros cometidos nas experiências do Conabio e do InBio. “Mas, desde então, o contato tem sido pequeno, geralmente em reuniões no exterior, onde nos encontramos casualmente”, afirmou.

O professor titular do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conta que, em 2007, quando o ICSU decidiu criar um escritório regional para América Latina e Caribe, a área de Biodiversidade foi indicada como um dos campos prioritários de pesquisa para a região.

“Essa decisão levou o ICSU-LAC a criar um grupo de especialistas em biodiversidade para diagnosticar o nível atual de conhecimento, as principais ameaças e as áreas prioritárias para pesquisa em biodiversidade na região que abriga cerca de 35% das espécies do planeta”, disse Joly.

O grupo formado em 2007, segundo Joly, preparou um relatório detalhado, intitulado Biodiversity Knowledge, Research Scope and Priority Areas: An Assessment for Latin America and the Caribbean , que destacou a alta prioridade, para a região, da integração dos sistemas de informação e bancos de dados em biodiversidade.

“A partir daí, o ICSU-LAC e o Programa Biota-FAPESP decidiram organizar em conjunto uma reunião para que lideranças dos diferentes países pudessem discutir em detalhes a possibilidade e viabilidade de integração entre as diferentes iniciativas”, disse.

Joly destacou que, 12 anos após a criação do SinBiota, o Biota-FAPESP está desenvolvendo uma nova versão de seu sistema de informações.

“Estamos corrigindo falhas da primeira versão e implementando novos módulos que permitam uma melhor conexão, tanto na escala macro – gerando dados que considerem, por exemplo, a matriz de atividades agrícolas onde um determinado fragmento de vegetação nativa está inserido – como na escala micro, estabelecendo conexões, por exemplo, com o GeneBank e com dados de código de barras de DNA barcoding”, disse Joly.

“Por isso avaliamos que seria fundamental discutirmos novamente nossos planos com lideranças de outras experiências latino-americanas bem- sucedidas”, afirmou.

Investigando a Biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil

“Investigando a Biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil” é uma publicação conjunta do WWF-Brasil, Conservação Internacional e Supereco. O livro tem como objetivo apoiar o trabalho de educadores que tem o desafio de desenvolver ações e atividades pedagógicas envolvendo professores, crianças e jovens sobre o significado e a importância da nossa biodiversidade e como devemos conservá-la. A obra é uma adaptação brasileira para o material “Exploring Biodiversity”, uma copublicação da Conservação Internacional e do WWF.

O lançamento da publicação faz parte das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade e do Dia Internacional da Biodiversidade (22/5).

O guia, lançado em 18/05, está disponível para download aqui no site do WWF-Brasil. A publicação também pode ser encontrada nos sites da Conservação Internacional (www.conservacao.org) e do Instituto Supereco (www.supereco.org.br).

As instituições estão discutindo com o Ministério do Meio Ambiente a possibilidade de reimpressão da obra para permitir ampla distribuição do livro aos educadores brasileiro.

“Este guia é resultado de um dedicado esforço do corpo técnico das três ONGs que revisaram e complementaram as informações originais, adequando-as à realidade brasileira e preparando-as para que seja um instrumento pedagógico de trabalho útil no dia a dia do educador. A formação de crianças e jovens sobre o valor da nossa natureza, da sua biodiversidade e como dependemos dela é fundamental para engajarmos esse público na conservação da natureza, uma responsabilidade de todos nós”, afirma Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.

Para Paulo Gustavo Prado, diretor de Política Ambiental da CI-Brasil, somente por meio do reconhecimento da importância social da biodiversidade é que as futuras gerações poderão manter e adequar o Brasil rumo ao desenvolvimento sustentável.  “É por meio do conhecimento que podemos preservar a fauna e a flora e, consequentemente, seus serviços ambientais, conquistando a sustentabilidade no uso dos recursos naturais”, diz Prado.   “É imperativo que deixemos essa preciosa herança para nossos filhos”, complementa.  
 
A obra

O livro, que reúne textos e atividades práticas em 133 páginas, é voltado ao educador com o objetivo de fortalecer a importância pedagógica do tema, trazendo conceitos, metodologias e atividades que contribuam para o aprimoramento do seu trabalho como multiplicadores de educação ambiental junto ao público infanto-juvenil.

Voltada à realidade brasileira, a publicação traduz conteúdos científicos, geralmente técnicos e complexos, de forma lúdica e atraente para sensibilizar educadores e educandos a investigar, analisar e reconhecer a importância da biodiversidade brasileira, de seus serviços ambientais, as ameaças de extinção e os desafios para a sua conservação, bem como as possíveis soluções, com casos de sucesso apresentados.

Segundo a coordenadora geral do Instituto Supereco, Andrée de Ridder Vieira, essa publicação é importante e fundamental para o Brasil, não só por sermos o país da megadiversidade, mas porque crianças, jovens e adultos ainda desconhecem sua biodiversidade e como ela está presente no seu dia a dia. “Nosso objetivo é contribuir com materiais qualificados de educação ambiental e adequados ao ensino formal brasileiro. Há muito por conhecer e fazer e a escola é um espaço essencial de formação e de mobilização”, ressalta Vieira.

A faixa etária recomendada para a aplicação prática do material é de crianças e jovens de 11 a 14 anos, mas diversas atividades podem ser adaptadas para grupos de crianças mais novas e adultos.

Download:

Livro “Investigando a Biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil” 96.36 MB pdf

 

 

Fonte: Material enviado pela Gerência da Educação Ambiental da SEE/MG. 
Publicação: 25/07/2010

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